Os desejos...
-Aquele carrão é meu sonho de consumo para o próximo verão. Com ele, as demandas femininas não caberão na minha agenda.
- Mas você acha que a vida se resume ao ter meu amigo?
- Pouco importa. Tenho mais é que aproveitar e curtir a vida enquanto posso.
Marcelo vivia em função dos seus desejos e a satisfação deles preenchia-lhe a sede de gozos momentâneos. Mas, logo a seguir, vinha-lhe outras vontades, outros desejos e a sede de gozo incessante nunca era totalmente preenchida.
Já estava com trinta e cinco anos e este com quem conversava era Antônio, um amigo e confidente:
- Sinto que meus desejos ainda poderão me levar à perdição.
- Eles, porém, podem ser controlados. À medida que vamos amadurecendo, a tendência é que eles diminuam pouco a pouco.
Antônio era rico como Marcelo e já estava na casa dos quarenta anos. Sofreu muito para ter um pouco de equilíbrio, pois, como Marcelo vivia uma vida totalmente voltada para a satisfação material.
- Será que conseguirei controlar os desejos ou continuarei sendo fantoche deles? Disse Marcelo em tom jocoso.
-Sidarta Gautama já nos alertava, há mais de 2500 anos atrás, que a maior fonte de sofrimento é o desejo.
- O Sidarta Buda sabia das coisas!
- É Sidarta Gautama.
- Mas ele não foi o primeiro Buda? O criador do budismo? Pois então, Sidarta Buda é um bom nome. E o diferencia, ao mesmo tempo, daquele Buda gordão representado por um chinês.
- É verdade. Muito bem colocado Marcelo. Sidarta nasceu na Índia e nada tem a ver com aquela representação chinesa de Buda.
E Marcelo se foi com muitas outras reflexões na cabeça e outros tantos desejos insatisfeitos.
Será que Sidarta Gautama tinha razão?
Será o desejo nossa maior perdição ?
Será que o desejo pode alimentar o egoísmo, o maior inimigo da nossa evolução?
Será que algum dia viveremos com desejos básicos ?
E você? Tem controle sobre seus desejos?
Francisco Lima
Bom dia!!

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