A criança fechada em mesma.
Estou cada vez mais convicto de que o meu mutismo (características autistas mesmo) quando criança tem relação com fatos ocorridos alhures (noutros tempos, em outra encarnação), como consequências de um auto isolamento voluntário em função de culpa ou algo similar. E isso é muito bom, pois me dá uma chave 🔑 e representa um alento para mim.
- Bendita reencarnação né companheiro!!
- A reencarnação é de fato uma benção, sendo nela que penso sempre que quero entender as circunstâncias da minha vida.
- Mas você me disse que a criança mega introspectivo teve uma mudança quando chegou aos sete, oito anos de idade e essa mudança foi progressiva....
- É verdade. Mas, acredito eu que isso se relaciona com o fato de "entrar na reencarnação" como nos ensina o espiritismo. É a partir desse momento que começamos, de fato, a viver a vida de encarnado. Até aos sete anos, mais ou menos, ainda estamos vivendo reminiscências do nosso passado e conteúdos do inconsciente ainda são predominantes em nossa mente em formação.
- É por isso que muitas crianças pequenas se lembram de suas vidas passadas, falam de experiências vividas e,,algumas vezes mostram talentos extraordinários em algumas áreas.
- Exatamente! Estamos ainda, digamos, nos encaixando no nosso novo corpo. Estamos em uma fase de adaptação à nova etapa terrena. É um período de transição, de adaptação. Depois dessa fase, geralmente, as lembranças do passado vão, pouco a pouco, desaparecendo.
- Mas manter essas lembranças não seria bom para o nosso autoconhecimento?
- As crianças lembranças lembram de flashs, de alguna fatos somente, mas se essas lembranças continuassem, enlouqueceríamos ao recordar tanta besteira que fizemos no passado. Por essa razão, o esquecimento do passado, das nossas anteriores existências é uma grande benção.
- Mas você se lembra sobre o que pensava naqueles tempos da primeira infância?
- Só sei que era profundamentepensativo, mas, em linhasgerais, não tenho memória de quase nada que me vinha à mente.
- Mas você se sentia uma criança feliz ☺️?
- Não era infeliz, pois gostava de estar sozinho comigo mesmo na maioria das vezes, mas às vezes sentia necessidade de ter mais colegiinhas.
- Você tinha poucos amigos 👦?
- Pouquíssimos! Mas sempre foi assim, pois essa característica introspectiva acompanha pela vida afora. Sou muito fechado e reservado mesmo.
- Mas será que o Francisco criança não era autista?
- Naquele tempo eram raros os diagnósticos de tea, principalmente nas famílias pobres como a minha. Mas quase todas as características de um autista estavam alí sim. Se fosse hoje, eu teria sido diagnosticado. Naquele tempo existiam apenas os rótulos: retardado, maluco, pateta ou, como diz o mineiro, aluado (vive no mundo da lua) e tais designações podiam acentuar o mutismo da criança que se fechava ainda mais.
- As pessoas eram muito ignorantes naquele tempo né.
- Muito mesmo e a desinformação, a escassez de leitura e de entendimento da realidade contribuíam muito para esse estado de coisas.
- Mas a criança cresceu. Como você lidou com a vida adulta? Você compreendeu aquele período da sua vida?
- Olha, mesmo com décadas de leitura, demorei bastante para entender que os comportamentos daquela criança eram efeitos e não causas e que as coisas seguiam um roteiro trilhado noutros tempos.
- Como assim?
- Esse mutismo, esse comportamento de fuga da convivência social já havia sido adotado por mim, conscientemente, noutra encarnação eu estava sofrendo os efeitos disso. E ainda tem o comportamento arrogante, mas vou desenvolver isso em outro texto.
- Quer dizer que o seu auto isolamento de outros tempos levou a esse efeito? Você fez meio que um quadro de autismo ou, como você diz, mutismo?
- Exatamente, mas vou parar por aqui e volto em outra oportunidade para desenvolver melhor esse assunto.
- Tá bom, irmão! Curioso para ver os desdobramentos disso. Tamo junto!
- Tamo junto, irmão! Vai na paz ✌️!
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