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O bonde Jorjão e a história do “meliante não identificado”.

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O bonde Jorjão e a história do “meliante não identificado”. Parte 1 Policial    salva vitimas de um assalto ao alvejar meliante com cinco tiros. Nosso “herói” não estava em serviço, mas como cidadão de bem, cumpriu seu papel social  “na dura luta cotidiana contra a escalada da violência ”. Essa é a manchete do jornal  “diário pinga sangue” , periódico especializado em “notícias” de violência que circula pelas comunidades da    zona Oeste do Rio. Os moradores do grande conjunto, em Padre Miguel, adoram a leitura    rápida e objetiva do tal periódico que pode ser comprado pela ninharia de um real.      A    identidade do jovem alvejado não foi divulgada, mas, suspeitava-se ser alguém da região do grande conjunto ou das proximidades, visto que foi ali nos arredores que aconteceu o fato.    O    corpo também não foi encontrado o que dificultou, até agora, uma possível tentativa de identificação. Enfim, quas...

Paulo e a delicada busca do equilíbrio.

  Paulo vivia uma nova fase em sua vida, mas sabia que  estava longe ainda de ficar isento de eventuais desequilíbrios, pois conhecia o que lhe ia no íntimo e sabia o quanto o álcool e o sexo poderiam lhe potencializar uma eventual ocasião. Por isso, tinha noção de que seu equilíbrio passaria, necessariamente, pelo controle de tais vícios.   Reencarnacionista convicto, ele entendia claramente que a vida sempre nos dá o de que necessitamos para evoluir e não o que a gente, infantilmente,   pede em nossas orações, muitas das vezes sem uma compressão maior dos mecanismos que nos levam ao inevitável crescimento espiritual.   Seu relacionamento com Joana era extremamente conflituoso, pois os ciúmes dela eram constantes: - onde você esteve até essa hora ? - Estava no trabalho e depois fui para a faculdade fazer uma pesquisa. E a discussão se estendia e, depois de mais uma tentativa de isolamento,   mesmo extremamente cansado, Paulo   se rendia...

As aventuras do sexteto da alegria

  A s aventuras do  sexteto da alegria  Vamos lá Pyerre, passa logo essa bola. E tibum! Mais uma vez o estolvado menino acertou em cheio na altura do tórax de Maria Clara.  Ai meu p…... você tá louco Pyerre? Mas como é que eu vou te queimar jogando a bola feito uma "mocinha"? Além de indelicado é machista! Nessas alturas, todo o sexteto já estava alí, ao redor de Maria Clara para ver se o "estrago" foi grande.  Nada além de  um tórax vermelho feito tomate e uma dorzinha na mama esquerda. Isso já havia acontecido algumas centenas de vezes com a estabanada Maria que, geralmente, não conseguia agarrar uma bola.  Mais uma vez o trio feminino amargou uma acachapante derrota, mas elas jamais desistiam e treinavam bastante para um dia ganhar do "trio dos folgados". Apesar das doloridas boladas e dos reiterados debates sobre a importância da mulher na história e o machismo estrutural da nossa sociedade,  aquele sexteto de amigos não se largava nunca. ...

Sentimentos e emoções parte 1

 Pierre tem 14 anos e começa o processo de tentar saber o que acontece com sua cabeça, pela qual passam milhares de pensamentos por segundo.   É uma loucura ser adolescente! Será que sou ansioso ? A dúvida dele é pertinente, pois, de fato, é difícil de  entender tudo o que acontece em nossa mente.  Na escola JPC onde ele estuada, naquela segunda feira, o professor começou a falar sobre sentimentos, emoções, habilidades sócio emocionais etc.  Então, veio algumas perguntas bem difíceis de responder:  - O que são sentimentos ? - É tudo o que sentimos professor! Disse Sofia, a menina sabedoria.   - E as emoções ? - Mas tem diferença? Quis saber Miguel. - Acredito que tenha, pois palavras diferentes expressam conceitos distintos. Nesse caso, apesar de ser comum empregar essas duas palavras como tendo um sentido similar, posso a dizer afirmar que não é bem assim.  - Então, Gabriela, a pensativa, quis saber: qual a diferença básica en...

O futuro, o pós pandemia, o sócio-capitalismo e outras viagens.

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   Lá pelos longínquos anos de 2020 da cronologia terrena uma pandemia chegou para mexer com os paradigmas vigentes, para fazer mesmo uma revolução sem armas.   - Mestre, será que essas mudanças não aconteceriam sem a pandemia ? - Não acredito nessa possiblidade, meu caro Anderson, pois o egoísmo cegava a espécie humana e enxergar as necessidades das outras pessoas era impossível para aqueles que enriqueciam cada vez mais com a desgraça alheia.  - O senhor está falando do sistema capitalista, vigente naquela época ? - Sim Helen. Mas o problema não era apenas do sistema, mas em como as pessoas transformaram esse sistema para favorecer alguns em detrimento da maioria.  Mas, como eu dizia, a tal pandemia foi se arrastando, sendo sucedida por outras doenças e catástrofes (naturais ou não) e o tal sistema capitalista foi sendo corroído em suas bases.  Depois de mais de uma década de doenças e catástrofes na qual muitas empresas faliram, em qu...

Inteligências...

 Partindo do pensamento de Howard Gardner, podemos pelo menos sete tipos de inteligência no ser humano, ou seja, é comum e natural que tenhamos em nós um tipo mais desenvolvido que outro, embora possamos ter um pouco de todos.   Será que a Educação está acompanhando todo esse processo de mudança ? Será que nossos vieses do que seja ensinar e aprender devem passar por mudança profunda? Será que ficaremos para trás se não adotarmos urgentemente em nossa prática esses novos paradigmas de conhecimento? Todas essas questões e muitas realizações outras devem ser analisadas por cada um de nós (professores) para ver até ponto ainda estamos presos a modelos arraigados que no passado ainda erram aceitos, mas que podem estar ultrapassados há muito tempo. Antes das questões acima, vou incluir no texto as vertentes de inteligências citadas.

Recordações..

 Olhando uma foto de 25 anos atrás me veio à memória tudo o que vivi naquele ano de 1997. Foi, de fato, um ano chave na minha conturbada existência. A partir desse ano começou a se materializar, de fato, uma busca que iria dar frutos 14 anos mais tarde. Foi em 1997 que fiz um pré-vestibular que foi um divisor de águas na minha vida. Ali, naquele curso, eu entendi que meu ensino médio havia sido deficiente em alguns aspectos. Eu percebi no curso que sabia muito pouco ou quase nada de ciências exatas. Porém, esse curso mostrou minha paixão pelas ciências humanas. Foi lá que passei a gostar de história com o excelente professor João Roberto e também, mesmo não tendo essas disciplinas no curso, passei a entender melhor as fronteiras entre a história, a sociologia, a filosofia. As ciências humanas me franquearam  um outro caminho onde, quem sabe, eu pudesse vislumbrar um futuro longe da empresa onde trabalhei por décadas, mas que nunca me senti realmente seguro. Paranóia? Talvez, m...