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Projeção coletiva de valores de fachada

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  Vejo o complicado contexto sócio político do Brasil atual sob uma perspectiva psicológica e até mesmo de afinidade de vibrações espirituais e entendo que a eleição de Bolsonaro foi uma espécie de projeção coletiva. E não se trata apenas de afinidade de pensamentos ou de uma certa cultura dita cristã compartilhada. A meu ver, há muitos outros elementos que não são tão visíveis ou mensuráveis. Há séculos que nós como sociedade propagamos valores que estão associados à nossa cultura judaico-cristã ocidental. Só que tais "valores" culturais tem passado por um desgaste nos últimos tempos, pois carregam no seu bojo a naturalização da misoginia (preconceito contra as mulheres), a homofobia e outras coisas tiradas do livro de Levítico sem a devida contextualização social.  Desse modo, na medida em que tais valores não passam por uma atualização, se somando a uma retórica de certos líderes que  pregam preconceitos, o uso de armas e até a violência contra os que pensam diferente ...

Decidi escrever

  Em 2009 fiquei com um desejo incontido de escrever, já antevendo, inconscientemente, a importância da escrita em minha vida.  Já escrevia bem desde há alguns anos, mas foi a partir daí que surgiu a necessidade de botar pra fora as coisas que eu sentia ou as minhas reflexões sobre algum assunto que permeava a sociedade da época. Quase 15 anos se passaram e eu aprendi razoavelmente bem a arte da escrita.  Hoje vejo a escrita como uma terapia, uma válvula de escape das pressões cotidianas que estão cada vez mais desafiadoras. Especialmente agora, num período pós pandemia no qual vemos as transformações acontecendo no dia a dia num mundo que parece nitidamente em mudança, numa transição em que o aparentemente ruim do momento pode e deve ter bons resultados.  Escrever, então, é poder expressar minhas opiniões sobre como vejo as coisas que acontecem ao meu redor, como também uma forma de me exprimir. Depois continuo eeees texto 

já conversou com você hoje?

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    Num ritmo quase alucinado, estando sempre ocupado, atarefado,  correndo, atabalhoado, parece ser proibido ficar parado, pois é intrínseco ser necessário estar quase sempre com (com o exterior) conectado. Será isso uma fuga do essencial, do nosso ser profundo do nosso eu e real ?  Será que não estamos correndo do nosso verdadeiro eu nesse ritmo frenético da vida conectada e moderna? Às vezes temos que dar uma parada, refletir sobre as escolhas da jornada e internalizar as conquistas alcançadas, pois muito conhecimento precisa de digestão num determinado momento e da prática em sociedade só teoria não passa de vão conhecimento. Uma doença pode fazer a gente parar, pensar nas escolhas, ponderar nos êxitos e equívocos e traçar novas rotas mais seguras. Nesse sentido, ela (a doença) pode ser, nessas circunstâncias, um recurso que pode  nos impulsionar como ser, pois nos dá o ensejo de promover um encontro com nosso eu, de quem vivemos constantemente correndo ness...

Vamos AVALIAR os porquês dos nossos choques e conflitos diários.

  Alcançar o equilíbrio é uma questão de paciência constantemente renovada e uma persistência e resiliência constantes, pois há dias em que nosso controle e nosso nível de paciência estão abaixo do razoável.  São dias em que precisamos de concentração e oração para pedir ajuda àqueles que lutam pela nossa renovação. Eles estão sempre ao nosso lado, apesar do nosso constante vai e vem.  São esses  dias que trazem para nós a oportunidade de reflexão sobre o nosso modo de ação: Será que estamos fazendo tudo o que podemos? Será que não precisamos de uma correção de rumo para que as coisas comecem a funcionar melhor?  São as dificuldades que nos ensinam e disso ninguém pode duvidar, pois  nossa vida não ganha novas configurações sem que o sapato aperte nosso calo uma vez ou outra. Porém, é necessário que tenhamos um pouco de lucidez para enxergar o que, para aqueles que vivem próximos nós, muitas vezes é óbvio.  Será que estamos conseguindo enxergar o ...

Aprender

  Querer, de fato, aprender é tentar e não ter medo de errar, tirar a máscara para de verdade de se olhar, é parecer ridículo em determinadas circunstâncias de para de fato não pirar. Querer de verdade aprender é lutar contra aquele antigo ser que ainda habita dentro de você. É Valorizar cada esforço do dia sempre com o objetivo de crescer é não ligar para as críticas destrutivas que querem te ver esmorecer. O querer aprender nesse sentido, começa com uma mudança de postura, não aceita mais viver sempre as mesmas agruras, assumindo que errar é parte do aprender, mas persistir  sempre nos mesmos erros, não  é apenas burrice, mas talvez seja sintonia de loucura.  

Diagnóstico de alunos

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Nada é por acaso.

 Acabou o primeiro bimestre do ano de 2023. Esse é o ano com maiores desafios a enfrentar, pois, por livre escolha, estou trabalhando 40 horas com turmas de história na prefeitura do Rio de janeiro,  um desafio e tanto, pois as crianças nunca estiveram tão agitadas, mas eu preciso desse salutar contato social, ele está me ajudando na minha mudança e a minha transformação só virá por meio dele. Hoje encaro os momentos solitário como algo que não gera o sofrimento de outrora, pois estou aprendendo a ficar na minha companhia, só comigo mesmo, mas não existe aquela coisa patológica de querer estar sempre só. Assim, valorizo tanto o contato social, quanto os importantes momentos de solitude, pois ambos são importantes e os vejo como complementares. As tristezas hoje são vistas como momentos de reflexão, às vezes necessários para o crescimento interior, pois quando vemos as coisas por um ângulo de busca do nosso melhor, mesmo cometendo os mesmos erros de sempre em alguns momentos (m...